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Treinada para não desistir!

Quem somos e porque somos? Você já pensou nisto?
O autoconhecimento é um exercício constante do ser humano, uma busca infindável e de constantes surpresas.
Não é raro nos surpreendermos com o outro, mas avalio ainda menos compreensível nos surpreendermos conosco mesmos.
E por que isto acontece? Quem eu sou?
Esta é uma pergunta cuja resposta vai sendo elaborada ao longo da nossa existência sem, consideradas as mudanças do percurso, as variações de temperatura, a bela e particular dinâmica da vida.
Ultimamente, tenho observado um pouco menos o que sou e um pouco mais porque sou.
Esta é, pra mim, uma curiosidade particular.
Que razoes me levaram a ser quem eu sou?
Quais as influências mais significativas que me transformaram nesta pessoa?
O que é mais determinante, o ambiente ou a genética?
São reflexões constantes que talvez um dia me levem a um estudo mais elaborado do que o que faço hoje neste texto,mas são reflexões extremamente intrigantes.
Em algumas falas e atitudes vejo meus pais, amigos, gestores e tento entender minhas áreas de influência e influenciáveis. Percebo nos meus papeis de referencia enorme responsabilidade implícita e que me faz pensar nas minhas atitudes com cuidado e muita seriedade.
De algum modo, já identifiquei um forte mediador na minha historia a quem devo muito do que sou e a característica que dá titulo a este texto, minha persistência (ou teimosia, como queiram!)
Fui educada pelos meus pais, mas fortemente mediada pelo meu pai. Mediação esta que pra mim é a primeira visão de mundo, a descoberta!
E assim foi pra mim, uma mediação intuitiva de um homem simples, cuja principal característica era a persistência, o otimismo ou a teimosia como dizia minha mãe.
Percepções à parte o que me vale, neste momento, é perceber que ele me treinou em cada detalhe, em cada situação a não esmorecer, não entregar os pontos!
Alguns podem ver, como minha mãe, o aspecto negativo desta característica, mas eu prefiro me apoiar nos resultados positivos que obtive por ter sido apresentada ao mundo com este olhar guerreiro.
Esta nunca foi uma visão míope da realidade, mas sempre foi uma visão além da realidade, uma visão objetiva e verdadeira do potencial versus as adversidades.
Quer leitura melhor da vida para se passar a um aprendiz?
Aprendi que por pior que fosse o momento, era só um momento!
Aprendi que eu sou senhora dos meus frutos, basta plantar! (como se dito assim, o verbo “bastar” explicasse a difícil tarefa!)
Aprendi que há o sobrenatural e que sobre isto eu não tenho domínio, mas que este é sobrenatural porque me foge ao controle, e o que eu posso fazer não poderá ser tratado como tal.
Aprendi a retomar sempre porque o caminho, as circunstâncias, as dificuldades não podem ser a motivação.
A motivação sou eu e só eu sou capaz de renovar a energia vital para todos os dias!
Sinto orgulho do que recebi e por isso compartilho, fui treinada a não desistir e por isso, só por isso, cheguei aqui!

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17mar

Ser Mulher