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Talento? quanto vale o seu?

Talento? quanto vale o seu?
Todos nós possuímos, pelo menos, uma aptidão ou habilidade especial. Essa habilidade, também chamada talento, pode ser facilmente identificada quando estamos realizando atividades do cotidiano, tais como, conversar com amigos, consertar objetos, organizar ambientes, cozinhar, desenhar, cantar, estudar, dançar, redigir, etc. Num contexto histórico, no início do Cristianismo, talento representava a unidade monetária grega que correspondia, aproximadamente, a vinte anos de trabalho de uma pessoa comum. Tanto no passado como no presente, em termos de valor, podemos dizer que um talento é muito valioso.

Quando o talento pessoal está associado a uma atividade que temos o prazer em realizar, tudo parece fluir de forma promissora e os desafios nos motivam a seguir adiante. Mas, em alguns casos, o talento não está associado às atividades que a pessoa gosta ou acredita ser capaz de desempenhar. Desta forma, os desafios se convertem num enorme sacrifício. Partindo deste ponto, ela deixa de focar no seu declarado talento para buscar por outros. Um belo exemplo disto está no filme Tinker Bell (Walt Disney Pictures – 2008), onde a fadinha artesã decide investir em outros talentos para poder viajar até o continente. No mundo da fantasia, a fadinha não obteve êxito em aprender outros talentos e acabou por aceitar o seu próprio talento e, assim, de forma inesperada, conseguiu realizar seu sonho de visitar o continente.

“Temos problemas porque pensamos que os temos e, uma vez que acreditamos neles, nos vemos apanhados em situações frustrantes. O conflito ocorre quando não obedecemos à nossa própria voz interior.”
Tarthang Tulku

Algumas pessoas interpretam um talento como aquilo que as diferencia das outras, mas na verdade, ele é aquilo que as unem. Freqüentemente, nos pegamos envolvidos por sentimentos de caridade, generosidade e compaixão. Eles revelam a qualidade humana de compartilhar o bem. Como seres espirituais, nossa missão máxima na vida está em expandir o bem. Por isso, nos sentimos tão mal diante de situações de conflito e desgraça. Não é natural para o homem viver num estado de medo. Imagine se cada um de nós investisse naquilo que nos foi concedido e que está ao nosso alcance realizar com excelência.

A nossa forma perfeita de compartilhar o bem é desenvolver os nossos talentos com disciplina, determinação e fé.

O talento é um bem que precisa ser compartilhado para dar frutos. Se você demora a reconhecer seu talento ou decide ignorá-lo, você não cresce com ele, e ainda retarda a sua recompensa. Não há nada de punitivo nisto, muito pelo contrário, trata-se de uma consequência. Aquilo que nos faz desviar os olhos para outras direções está vinculado ao medo de fracassar e à crença de não merecimento, entre tantas outras crenças equivocadas. Por mais difícil que lhe pareça enveredar pelo caminho no qual você demonstra aptidão e habilidade, esteja certo de que você não está sozinho. A Inteligência infinita te alinhará ao bem comum. Portanto, siga confiante de que o seu trajeto será corrigido sempre que necessário e sem atrasos.

“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apóies em teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.”
Provérbios 3:5,6

Seja grato! Comece ampliando o seu entendimento para o fato de que o seu talento satisfaz a necessidade de alguém, e se você não o desenvolve está deixando de atender a uma demanda importante e, consequentemente, de receber a sua merecida recompensa.

Em várias áreas profissionais encontramos muitos exemplos de pessoas bem sucedidas. É bem provável que elas atuem em áreas através das quais podem utilizar seus talentos. Inclusive, nos trabalhos de desenvolvimento humano, como o Coaching, buscamos por explorar áreas de maior afinidade pessoal para avaliar a transição de carreira. Ainda que muitas vezes, a ideia de trabalhar com o que nos dá prazer nos ofereça grandes desafios e não traga resultados imediatos, siga com o que lhe parece mais adequado no momento, mas não se distancie da prática daquilo que lhe motiva. Escolha pensar que as dificuldades são um indicativo de que você precisa superar crenças limitantes, tais como, “isto não é para mim”, “eu não consigo”, “não terei o devido reconhecimento”, “eu nunca me sustentarei com o que gosto de fazer”, etc. Um único talento pode ser aplicado em atividades distintas. Se você está buscando desenvolvê-lo numa atividade específica e não tem conseguido resultados satisfatórios, avalie as outras atividades onde poderia empregá-lo. O seu talento é um presente e se você recebeu é porque está habilitado para exercê-lo, mesmo que assim não o perceba.

“Em nossa luz, o que mais nos assusta, não é a nossa escuridão. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante; extraordinariamente talentoso e magnífico?
E realmente: Quem é você para não ser?”
Nelson Mandela

Assuma que o seu talento é sua responsabilidade perante a humanidade e por isso tem um valor inestimável. O talento é um direito seu de ser feliz fazendo aquilo que gosta e que poderá, de forma significativa, melhorar a vida das outras pessoas.

Reconhecer um talento como benção e buscar por desempenhá-lo com gratidão só tem um resultado, a prosperidade.

Fonte: RH Portal.

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