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Sucesso é o que sucede

Sucesso é o que sucede
Portanto, superar o sentimento de ausência de sucesso, o de se sentir apenas mais uma pedra que rola, é algo particular e que só depende de você. Ninguém pode dizer o que é sucesso para você, mas posso assegurar que sucesso é tudo o que aprendemos enquanto perseguimos essa palavra chamada sucesso.

Sucesso não termina nunca e o que fazemos quando chegamos lá é simplesmente o início de uma superação maior ainda. Quando paramos com a sensação de já termos atingido o tal do sucesso, assassinamos prematuramente nossa vida. Quando desistimos por ficarmos com a sensação de que o tal do sucesso é inatingível para nós, estamos também aniquilando nossa possibilidade de felicidade.

Não pode haver felicidade sem sucesso. Por outro lado, se você não concluir o que o sucesso é para você, a infelicidade será o resultado óbvio da sua vida. Como ao final tudo vai dar certo, há uma dessas histórias extraídas do humor judaico que diz que estava um judeu muito piedoso vivendo uma grande amargura, o que ele considerava um imperdoável insucesso. Não podendo suportar sozinho o peso da angústia, resolveu consultar o rabino: “Rabino, meu filho se converteu ao cristianismo! Onde foi que eu errei? Ensinei tudo a ele, dei bons exemplos, sempre o trazia à sinagoga. O que pode ter dado errado?”.

“É engraçado, mas meu único filho também. E veja, eu sou o rabino, minhas lições e meu exemplo deveriam tê-lo guiado. Só vejo uma solução: consultemos uma autoridade superior.” E ambos começaram a orar ao Senhor, perguntando-lhe a causa da conversão de seus filhos ao cristianismo. Até que uma voz tonitruante se manifestou: “É engraçado, mas o meu também!”.

Claro, como digo, o bom humor é um dos códigos sagrados de todas as superações, rir de si mesmo, e nisso os judeus sabem fazer belas piadas de si próprios, o que é positivo. Se você se sente no meio de um brutal insucesso, comece procurando tirar o bom humor da situação e ria do que fez.

Um amigo meu, ao se casar pela oitava fez, já consciente de que ao se casar de novo ele apenas trocava de esposa, ou seja, de “dona”, fez umas camisetas engraçadas. O nome dele é Hélio e o da nova mulher é Helena. Assim estava escrito nas camisetas de brinde para os convidados: “Hélio = 8º casamento;Helena = sob nova direção”.

Para mim, sucesso continua sendo a certeza da presença viva da minha criança interior, em tudo o que eu fui, sou e no que continuarei sendo. Superação na sensação do fracasso ou no êxtase do êxito é manter viva a nossa criança interior. Fora disso pode ser doença, alucinação ou loucura.

Psiquiatras, psicólogos e psicanalistas são bem-vindos para nos trazer ajuda científica. Também bons amigos que gostam de nós e que sentem empatia e querem nossa felicidade. Um exemplo: outro dia um jovem de quem gosto muito me mostrou composições, músicas que estava fazendo e nas quais investia tempo, energia e dinheiro. Entusiasmado, me pediu para ouvir. Ouvi. Infelizmente, estava muito longe da estética necessária para ter êxito como arte, ou mesmo qualquer pegada comercial. Ele simplesmente não sabe compor. Não tem o dom, a vocação.

Disse para ele que era um bom exercício de criatividade, útil, mas que não depositasse naquilo a criação de um autoengano, o de que fazia músicas com alta qualidade. Por outro lado, o jovem era ótimo em ciências sociais, sociologia, e mesmo um bom analista de espetáculos teatrais. Incentivei-o a perseguir o caminho mais fácil, o do seu dom, no qual também demonstrava a boa agressividade de um empreendedor. De um compositor frustrado virou um excelente empresário artístico.

Ou seja, muitas vezes não obtemos a merecida sensação do sucesso por insistirmos com o que não é o nosso dom, o nosso melhor. Por outro lado, muitas vezes estamos no caminho certo das descobertas e desistimos quando já estávamos quase chegando à reta final. Vi na minha vida muita gente boa, melhor que eu, desistir antes, e digo a você que fui muito ajudado na minha carreira como executivo, e no início como músico e criador musical para peças teatrais, por muita gente que desistia, parava, e mesmo com imensos talentos desdenhava das oportunidades oferecidas. Em contrapartida, como uma criança curiosa e cheia de esperança, ali estava eu: pegava as migalhas que outros jogavam fora para construir a minha arte, meu trabalho, minha obra e a mim mesmo.

Fonte: Cabeça de Líder

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