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9 cuidados para lidar com os modismos corporativos

Vamos lá leitor, você que agora está aí diante deste texto provavelmente é um empreendedor, e se não é ainda, já deve ter entrado com a documentação (sic), ou no mínimo avalia a possibilidade de fazer isso. Mas é bem provável que você não tenha a menor intenção de se tornar um empresário, mas mesmo assim tenta agir empreendedoramente no seu ambiente de trabalho. Muito bem, de uma forma ou de outra você é um indivíduo que não tem tempo para perder.

Mais do que isso, o tempo adquire dimensões de um recurso por si só, caro, cada vez mais caro, escasso, precioso. Sim, aqui vale a velha e surrada afirmação: tempo (e como é) é dinheiro.

Diante dessa realidade é bom que saiba, seu tempo (sim esse que lhe pertence) é disputado, por clientes, vendedores, parceiros de negócios, pela sua família, entes queridos, pela sua paz de espírito que reza para você parar um pouco de vez em quando e descansar. Contudo estando você enquadrado no perfil acima, saiba que existe um rolo compressor que às vezes penso que é mais poderoso e pesado do que a própria intervenção governamental e sua atávica burocracia brasileira, trata-se dos arautos dos modismos corporativos.

Eles não querem apenas o seu dinheiro arduamente conquistado, querem você, a sua consciência, querem doutrinar os seus valores, e influir na forma como conduz os seus negócios, em fim, querem o seu tempo direta e indiretamente.

Aqui vale uma ressalva, existem sim alguns modismos que são dotados de consistência, e em pouco tempo transformam-se de modinhas de ocasião em sólidos conceitos. Mas a questão é: quando saber por antecedência que isso vai acontecer? Ou então, como identificar numa nova onda, um conceito antigo, que na verdade você já aplica, mas que agora vem rebatizada com algum nome bobo qualquer, mas dotado com ares de grande novidade?

Para ajudá-lo a gerir esse mosaico de informações que nos despejam na cabeça, quase todo dia, evento após evento, preparamos uma lista de cuidados:

Vamos lá:

1. Antes de tudo, diante de qualquer “novidade”, vale a pergunta: Para que servirá isso? O mesmo questionamento que os especialistas em educação financeira nos recomendam fazer antes de comprar uma bugiganga qualquer.

2. Esteja sempre atento, desconfie de qualquer conceito cuja descrição não seja clara, objetiva e direta. A embromação é o recurso mais precioso dos vendedores do bobajal corporativo;

3. Avalie o “interior” do novo conceito, e reflita sobre se isso já não se tratava de algo conhecido, e eventualmente já aplicado e em operação na sua empresa. Rebatizar conceitos antigos de gestão é uma eficiente forma de enganar e tomar o seu dinheiro ou tempo.

4. Caso esteja diante de uma “novidade” que julgou interessante, pense cuidadosamente em sua aplicabilidade. Nem todas as melhores práticas de gestão são aplicáveis em todas as empresas.

5. Ao decidir aplicar uma nova prática ou conceito avalie os riscos de implementação, envolvendo a adesão de sua equipe (incluindo a sua no dia-a-dia). Sem comprometimento com a “novidade” é bem provável que a nova prática acabe por gerar boas piadas nos corredores e quiosques de café.

6. Nunca, jamais deixe de fazer um estudo de viabilidade, que possibilite mensurar em números o retorno que uma nova prática pode trazer.

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